Guitarrista mergulha em fase pessoal turbulenta, mistura estilos e assume protagonismo em projeto autoral
Conhecido por construir paisagens sonoras marcantes no Radiohead, o guitarrista Ed O’Brien resolveu dar um passo além e apostar em algo mais pessoal e visceral. O resultado é o álbum solo “Blue Morpho”, já disponível nas plataformas digitais e carregado de identidade própria.

Produzido por Paul Epworth, o trabalho nasceu em meio a um período desafiador na vida do músico, funcionando quase como um verdadeiro renascimento artístico.
Sem freio criativo: psicodelia, trip hop e guitarras em camadas
Fora da zona de conforto, Ed O’Brien mistura Psych Folk, Trip Hop e guitarras densas, criando uma sonoridade que foge do padrão. Aqui, ele deixa de ser apenas um coadjuvante de banda e assume o controle total do próprio som.
O disco soa como uma jornada: começa em um clima mais denso e vai evoluindo até chegar em uma sensação de reconstrução.
Natureza, transformação e um clima quase transcendental
A faixa-título, “Blue Morpho”, resume bem a proposta. Inspirada no poder de cura da natureza, ela traduz a ideia de atravessar momentos difíceis e sair do outro lado diferente.
O álbum foi finalizado entre o estúdio do artista no País de Gales e o histórico The Church Studios, em Londres — um espaço com mais de 200 anos que ajudou a dar ao projeto uma atmosfera quase espiritual.
Bastidores de peso e lançamento completo
O projeto ainda contou com colaboração de Flood na construção das faixas e mixagem assinada por Ben Baptie, garantindo um acabamento refinado.
Além do disco, o lançamento será expandido com o curta “Blue Morpho: The Three Act Play”, previsto para chegar em breve.
Para os fãs mais fiéis, o trabalho também será disponibilizado em CD, cassete e vinil, incluindo edições especiais.
Resumo? Ed O’Brien assume de vez o protagonismo, explora novos caminhos e entrega um álbum que mistura introspecção, experimentação e atitude. Um passo firme fora do Radiohead — e com personalidade de sobra.