A Beco79 não nasceu em um estúdio de vidro com ar-condicionado. Ela nasceu do barulho, da graxa e da necessidade de silenciar o óbvio.
O Ano de 1979
Tudo começou no inverno de 79, nos fundos de uma oficina mecânica localizada no final de um beco esquecido pela prefeitura. O fundador, um técnico de som demitido de uma grande emissora por se recusar a tocar “música de elevador”, decidiu que o bairro precisava de um choque térmico.
Com um transmissor valvulado montado à mão e uma antena improvisada em um para-raios, ele disparou a primeira frequência. O que saiu das caixas de som naquele dia não foi apenas música; foi uma declaração de guerra contra o silêncio comercial.
O Beco que nunca dorme
O nome veio do endereço e do ano, mas o espírito veio das ruas. Durante décadas, a rádio operou na clandestinidade, mudando de porta em porta, sempre um passo à frente de quem queria desligar os amplificadores.
Diz a lenda que grandes ídolos do rock nacional e internacional, quando passavam pela cidade, faziam questão de descer do ônibus de turnê e visitar o Beco. Deixavam vinis autografados, garrafas de uísque e a promessa de que o rock nunca seria domesticado.
Nossa Filosofia
Hoje, a tecnologia mudou, mas o DNA permanece o mesmo. Saímos das válvulas analógicas para o streaming global, mas o critério continua sendo o ouvido, e não o algoritmo.
Curadoria Humana: Aqui não tem playlist automática. Cada música é escolhida por quem respira distorção.
Resistência: No site ou no app, somos o refúgio para quem busca o lado B, o clássico esquecido e o novo que tem atitude.
Zero Jabá: Na Beco79, a música toca porque é boa, não porque alguém pagou.
Nós somos a frequência dos desajustados. O volume máximo dos inconformados.
“A Beco79 não é uma rádio. É o som de uma guitarra batendo no chão do palco.”
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