Suicídio ou assassinato? Morte de Kurt Cobain volta a agitar as páginas policiais.
Um dossiê contendo informações reveladoras sobre as “coincidências” que cercam a morte de Kurt Cobain, líder da banda Nirvana, chegou com exclusividade a redação da Beco 79. Nos próximos dias iremos ligar os pontos para tentar entender o que outras duas mortes tem a ver com a morte de Cobain, que completou 32 anos no último domingo. Acompanhe as matérias e tire suas próprias conclusões.
Iremos iniciar com a estranha morte de El Duce.
Conforme registrado em depoimento para o documentário “Kurt & Courtney” (de Nick Broomfield), Eldon Hoke – o “El Duce” – afirmou ter sido abordado por Courtney Love com uma proposta direta e brutal: 50 mil dólares para “dar um tiro na cabeça” de Kurt Cobain.
Muitos tentaram desqualificar El Duce pelo seu estilo de vida, então ele foi submetido ao teste do polígrafo por Edward Gelb, um dos maiores peritos do mundo. O resultado? 99,7% de veracidade. Ele não estava inventando uma história, e sim descrevendo uma encomenda de assassinato.
Se havia uma negociação para eliminar o maior ícone do rock meses antes do seu corpo ser encontrado, a versão oficial de “suicídio” de Seattle começa a desmoronar. El Duce sabia demais, e o preço por isso foi cobrado.
A morte de El Duce, foi vendida como um “acaso trágico”. Mas os números, a física e os relatos de testemunhas provam que o que aconteceu nos trilhos de Riverside foi uma execução planejada.
Seu laudo toxicológico apontou um nível de álcool no sangue de 0.38. Ele estava praticamente em coma alcoólico. Entre 20h45 e 21h00, ele mal conseguiria manter-se em pé. No entanto, testemunhas afirmaram tê-lo visto saindo de um bar próximo, cambaleando, acompanhado por um homem desconhecido, e as descrições indicam que esse homem tinha as características físicas idênticas às de “Allen” – o indivíduo que El Duce havia acusado no documentário “Kurt & Courtney”, de ser o executor de Cobain. Mas como um homem praticamente em coma alcoólico percorreu um terreno de declives e cheio de pedregulhos até a linha férrea em apenas 15 minutos sem ser carregado?
O dossiê aponta uma prova de fraude: a cabeça de El Duce foi encontrada a apenas 2 metros do corpo. Estatísticas ferroviárias confirmam que, em uma decapitação por trem de carga em movimento, a cabeça seria arrastada ou projetada a pelo menos 100 metros de distância. A cabeça ter sido encontrada ao lado do corpo prova que ela foi separada de forma “cirúrgica” antes do atropelamento simulado de trem.
Em uma situação dessas as estatísticas comprovam que decapitação em acidente de trem é de 1% de chances,ou seja praticamente impossível, no caso de acidente férreo a tendência é que ocorra o esmagamento craniano e não a decapitação.
Mas então quem era o homem visto com El Duce minutos antes de sua morte? As investigações apontam para uma figura sinistra do submundo de Los Angeles: Allen Wrench. Um artista marcial experiente e perito em armas brancas, ele tinha o hábito de se exibir em fotos com espadas e facas. Conhecido por ser um cara intimidador, Allen tinha a fama de “resolver” os problemas mais sombrios para figuras perigosas da indústria. Sua habilidade técnica explicaria a decapitação “limpa” encontrada nos trilhos – algo que um trem no caso de acidente férreo não faria com tamanha precisão.
Apenas dois dias após a morte de El Duce, um fato passou totalmente despercebido pelas autoridades: um carro foi encontrado em chamas nas proximidades do local do atropelamento. Um método clássico de eliminar qualquer vestígio de DNA, sangue ou evidência física que pudesse ligar o executor à cena do crime.
Coincidentemente El Duce aponta Allen como o homem contratado para matar Kurt Cobain por US$ 50 mil. Dois dias depois de falar, El Duce morre nos trilhos acompanhado de um homem com as características de Allen. Quatro dias se passaram após as acusações de El Duce, e as evidências literais queimam em um carro abandonado.
O mistério sobre se foi homicídio permanece oficialmente, mas os fatos técnicos narram uma história bem diferente.
O que você acha? Coincidência demais para um caso isolado?
Essa história macabra não para por aqui, pois o dossiê em questão levantou estas informações através da compilação de dados públicos, registros históricos e laudos periciais disponíveis em arquivos internacionais.
Por Frederico Caranguejo
